No último dia 11 de junho, o Projeto ELLAS teve um papel central no XVIII Congresso Notarial e Registral do Pará, realizado em Belém. O evento, organizado pela Associação dos Notários e Registradores do Pará (ANOREG/PA) e seus Institutos Membros, reuniu representantes de todo o Brasil para debater os desafios e avanços da atividade extrajudicial. Entre painéis focados em inteligência artificial, regularização fundiária e governança das serventias, o Projeto ELLAS foi destaque ao ter seus resultados, desafios e metas de expansão apresentados ao público do evento.
Idealizadoras do ELLAS participaram ativamente da programação, representando o compromisso do projeto com a inclusão, a equidade de gênero e o fortalecimento da presença feminina no extrajudicial brasileiro. No Congresso, a mesa redonda “ELLAS em Pauta: Vozes, Desafios e Atitudes que Transformam” reuniu:
Moema Locatelli – diretora da ANOREG/BR e presidente da ANOREG/PA
Renata Gil – conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Loiane Prado – vice-reitora da Universidade Federal do Pará (UFPA)
Sônia Andrade – 2ª vice-presidente do IRTDPJBrasil e 1ª vice-presidente do Operador Nacional de RTDPJ.
O debate foi um importante momento para focar na urgência de impulsionar a participação de mulheres e na desigualdade que ainda enfrentam no dia a dia. Renata Gil reforçou que o movimento não deve se limitar ao discurso: “Nós somos a mudança que queremos para o mundo”, lembrando que a presença feminina qualifica a prestação de serviços à população e inspira novas gerações de profissionais.
Desafios colocados em debate:
Financiamento contínuo de projetos de formação e geração de renda em comunidades ribeirinhas.
Ampliação da representatividade feminina em cargos de titularidade e direção de Cartórios (hoje, mulheres ocupam cerca de 34 % das delegações no país, segundo dados do CNB).
Integração com o Judiciário para acelerar a expedição de medidas protetivas e a homologação de termos de compromisso em casos de violência doméstica.
Próximos passos:
Ao final da apresentação, Moema destacou o projeto Amarajó, criado em parceria com o ELLAS, propondo ações que emancipam financeiramente mulheres em situação de vulnerabilidade social da Ilha de Marajó, capacitando em corte e costura, gerando renda e rede de apoio para suas crianças. “O extrajudicial tem a oportunidade de ser referência nacional em equidade de gênero. Com união, transparência e ações concretas, vamos transformar realidades. Eu peço o apoio de todos, é um projeto sério, a gente precisa de ajuda, não só de ajuda financeira, mas de ajuda mesmo, de braço.”, afirmou Moema Locatelli.